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Tráfego Pago · 13 Jul 2026

Em 1º de julho o Google ligou a automação por padrão. Como manter o controle das campanhas?

+7%
de conversões com o AI Max completo
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Em 1º de julho de 2026 o Google aplicou novos termos de serviço a todas as contas de anúncios automaticamente — sem tela de aceite, sem clique de confirmação. O texto autoriza a plataforma a formatar, selecionar e até gerar os alvos, os anúncios e os destinos das campanhas em nome do anunciante. Na prática, a automação que antes você escolhia ligar passou a ser o comportamento padrão. Muita PME nem percebeu que a régua mudou.

O motor por trás disso é o AI Max para campanhas de Search, disponível para todos desde abril e já o produto de anúncios com IA que mais cresce no Google. Ele faz três coisas ao mesmo tempo: amplia a correspondência para buscas além das suas palavras-chave, reescreve títulos e descrições (text customization) e escolhe sozinho para qual página do seu site mandar cada clique (Final URL Expansion). O Google afirma que o pacote completo entrega, em média, 7% mais conversões ou valor de conversão com CPA/ROAS parecido frente a usar só a correspondência de termos. O ganho é real — mas a perda de visibilidade também é, se você não colocar limites.

Para quem opera orçamento enxuto, esse é o ponto que dói. Com os defaults ligados, a verba pode escorrer para buscas que você não pretendia, com títulos que você não escreveu, levando a páginas que você não escolheu. Em uma conta grande, 7% de ganho dilui o ruído. Em uma PME, a diferença entre um lead qualificado e queimar verba num termo errado cabe em poucos cliques. Automação sem governança não é eficiência — é terceirizar a decisão sem combinar as regras.

A saída não é desligar tudo e voltar ao manual — é governar a IA. Na prática: use o AI Brief (movido a Gemini) para dar diretrizes de mensagem, correspondência e público em português claro ("nunca cite preço", "priorize buscas por X", "fale com quem busca serviço, não vaga de emprego"); mantenha listas de palavras negativas e exclusões de marca atualizadas; revise o relatório de termos de busca toda semana para cortar o que não converte; controle quais URLs estão elegíveis para o clique; e, acima de tudo, alimente a plataforma com dados de conversão limpos e de primeira mão — para a IA otimizar em direção a receita real, não a clique de vaidade.

Ainda há uma janela para se organizar: o Google adiou a migração automática das antigas Dynamic Search Ads para o AI Max de setembro de 2026 para fevereiro de 2027. É tempo para estruturar as regras antes que o default assuma de vez. A leitura Connect-IN é direta: a IA das plataformas veio para ficar e entrega resultado quando bem conduzida. Quem combina o motor do Google com regras claras e dados próprios gasta menos e escala; quem deixa o padrão rodar no escuro paga a curva de aprendizado da máquina no próprio bolso.

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